Lula quer formar grupo pró-paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem a ONU por "não tomar a decisão de levar a paz" ao Oriente Médio supostamente por causa do poder de veto dos EUA na organização. "As coisas não acontecem por isso", afirmou o presidente, em visita ao Recife. O presidente disse que pediu que o chanceler Celso Amorim conversasse com o premiê francês, François Fillon, para convocar uma reunião de emergência com outros países com o objetivo de discutir a questão do Oriente Médio. Ele não deu detalhes sobre a reunião, mas um assessor do Palácio do Planalto explicou que, no ano passado, em uma reunião organizada pela Casa Branca em Annapolis (EUA) foi formado um grupo de 48 países - entre eles o Brasil - para debater o assunto. Representantes desse grupo deveriam ter se reunido em dezembro de 2007, mas isso não ocorreu. Lula estaria disposto a reconstituir esse grupo de Annapolis. "Também não dá para só os EUA negociarem, pois já se provou que isso não dá certo'', afirmou Lula em seu discurso, no qual considerou desproporcional a reação de Israel aos ataques com foguetes do Hamas.

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