Lula reitera rejeição a eleição presidencial em Honduras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve firme hoje na sua rejeição em reconhecer o resultado da eleição de Honduras, realizadas no domingo. Segundo ele, reconhecer o resultado significaria um "risco sério" à democracia na América Latina. "Um conspirador de um golpe agiu cinicamente. Ele não tinha o direito de convocar uma eleição", disse Lula a jornalistas, durante a Cúpula Iberoamericana, que começou no domingo e termina hoje.

NATHÁLIA FERREIRA, Agencia Estado

01 de dezembro de 2009 | 09h19

Ontem, antes mesmo de saber o resultado da votação - que elegeu o candidato conservador Porfirio Lobo -, o presidente brasileiro anunciou que o Brasil não reconhecerá o presidente eleito. Para Lula, o reconhecimento se trataria de "firmar posição contra um processo eleitoral coordenado por golpistas".

O Brasil condena o golpe que tirou Manuel Zelaya da presidência de Honduras, em 28 de junho. Desde então, o país caribenho vem sendo comandado por um governo interino liderado por Roberto Micheletti. Zelaya, que foi deposto depois de insistir em seguir em frente com um referendo sobre sua possível reeleição apesar da oposição do Judiciário, está abrigado desde 21 de setembro na embaixada brasileira na capital Tegucigalpa. As informações são da Dow Jones.

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