Lula vai criticar embargo a Cuba em fala na ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usará seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 23, em Nova York, para falar do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba, que ele considera "anacrônico". No início desta semana, o presidente americano, Barack Obama, renovou por mais um ano o embargo à ilha. A chamada Lei de Comércio com o Inimigo vige desde 1917 e proíbe qualquer tipo de intercâmbio com os países considerados uma ameaça aos EUA. Atualmente, só Cuba é afetada.

AE, Agencia Estado

18 de setembro de 2009 | 10h02

De acordo com o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, Lula defenderá, ainda, a manutenção das medidas de combate à crise financeira internacional e ações para regulamentar o mercado financeiro. "O presidente considera prematuro suspender as medidas anticrise e alertará que, passados 12 meses, há indefinições, comodismo e inércia", declarou o porta-voz, referindo-se a promessas não cumpridas de líderes mundiais de adotar regras para instituições financeiras.

Baumbach informou que Lula embarcará na segunda-feira para Nova York, onde recebe, no mesmo dia, o Prêmio ao Serviço Público do Centro Internacional Woodrow Wilson. Na quarta-feira, a partir das 9 horas, estará na sede da ONU, onde terá encontros bilaterais com líderes de outros países e fará o seu discurso. o pronunciamento, Lula defenderá, ainda, mudanças em organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, além de abordar as mudanças climáticas. No dia 24, Lula partirá para Pittsburgh, onde participa de reunião dos líderes do G-20. Ainda na quinta-feira, ele comparecerá a um jantar oferecido pelo presidente americano, Barack Obama. O embargo a Cuba pode ser abordado pelos dois.

O encontro dos chefes do Estado do G-20 ocorre na sexta-feira. O porta-voz adiantou que a reunião discutirá especialmente a questão das regras para as instituições financeiras e maior participação acionária de países em desenvolvimento no FMI. "É fundamental que as economias em desenvolvimento tenham mais voz e voto nesses órgãos", disse Baumbach. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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