Lula volta a defender reforma do CS da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje, pelo terceiro dia consecutivo, a reforma do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU). O novo apelo foi feito na chegada a Estocolmo, na Suécia, onde participará amanhã da Cúpula União Europeia/Brasil. Desde a vitória do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016, em Copenhague, na sexta-feira, o presidente tem mencionado o tema em todas as suas entrevistas.

ALEXANDRE CALAIS E ANDREI NETTO, Agencia Estado

05 de outubro de 2009 | 20h20

A última defesa da ampliação do Conselho de Segurança foi feita por Lula na chegada da delegação brasileira ao Grand Hotel, na capital sueca. Dizendo-se cansado, o presidente pediu para não falar aos jornalistas, mas acabou cedendo à insistência. Depois de dizer que festejou a conquista do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) só com "uma cerveja", Lula fez um de seus recentes e sucessivos apelos pela reforma. "Agora vamos ver se a gente tem outras conquistas", disse. "O Brasil precisa conquistar o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Eu acho que (a reforma) está muito madura e que é uma questão de tempo. Quero ver se a gente conquista, porque aí vai democratizar a ONU, vai ser melhor para o mundo e vai ser bom para o Brasil".

Reiterando os pedidos de reforma, Lula fez uma ressalva: "temos que ir devagar nisso porque essas coisas a gente tem de ter muito cuidado para não despertar ciúme, para não despertar disputa desnecessária", ponderou.

No último sábado, ainda em Copenhague, o presidente havia afirmado que "o Brasil está muito perto" de ingressar no Conselho de Segurança, ao lado de um país africano, da Alemanha, do Japão e da Índia. Ontem, durante visita à Bélgica, o assunto foi retomado.

O tema também pode entrar na agenda da Cúpula União Europeia/Brasil, que será realizada amanhã na capital sueca. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a reunião deve abordar questões diversas, como mudanças climáticas, fusão nuclear e crise econômica. "É um diálogo de alto nível que nós valorizamos muito", assegurou o chanceler. Pautas comerciais, como o protecionismo e as negociações sobre a Rodada Doha e o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul também podem ingressar na agenda, disse Amorim. "Não vamos negociar o acordo, porque o Brasil não está nem na presidência do Mercosul. Mas o assunto pode ser tratado". O jornalista Alexandre Calais viajou a convite da União Europeia.

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