Luta antiterrorista não deve violar direitos humanos, diz ONU

Segundo Ban Ki-moon, terror não obedece a motivos políticos, filosóficos, ideológicos, étnicos ou religiosos

Efe,

15 de novembro de 2007 | 14h34

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira, 15, em Túnis, a união dos esforços na luta contra o terrorismo e afirmou que sua propagação é resultado da ausência do Estado de Direito e das violações dos direitos humanos.  Ban inaugurou esta manhã na capital da Tunísia a conferência internacional "Terrorismo, dimensões, ameaças e contra medidas", na presença de várias centenas de personalidades e especialistas na luta antiterrorista. O secretário-geral fez referência à estratégia antiterrorista adotada pela Assembléia Geral da ONU em setembro do ano passado e ressaltou que foi a primeira vez que os países representados nas Nações Unidas reconheceram que o terrorismo "não obedece a motivos políticos, filosóficos, ideológicos, radicais, étnicos ou religiosos". Ele citou ainda as "condições propícias" para a propagação do terrorismo, tais quais o prolongamento de conflitos não resolvidos, a desumanização das vítimas, as discriminações étnicas, nacionais e religiosas e a exclusão política. A isso, disse, é preciso unir a marginalização social e econômica, assim como a ausência de bons governos em muitos países. "Essas condições podem ser de origem local, mas têm conseqüências sobre todos os estados e os terroristas podem explodir vulnerabilidades para fomentar o extremismo em nível local e estabelecer laços com outros em nível internacional", acrescentou. "As coisas devem ficar bem claras, e quando defendemos os direitos humanos, lutamos contra a pobreza e a marginalização e também estamos lutando contra as condições que favorecem a emergência do terrorismo", disse. Ban destacou a existência na ONU de uma equipe especial que trabalha na luta antiterrorista em colaboração com os países-membros, promove a proteção dos direitos humanos e ajuda a proteger as entidades vulneráveis.

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