Luta contra o EI 'levará tempo', diz Obama

Em pronunciamento, presidente ressalta importância de coalizão e diz que enfrentar os jihadistas 'não é uma luta apenas dos EUA'

O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 12h33

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira, 23, que a luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) "levará tempo e terá desafios", mas ressaltou a importância da coalizão internacional que apoiou a primeira rodada de ataques dentro da Síria.

"Vamos fazer o que for necessário para acabar com esse grupo terrorista", afirmou Obama em pronunciamento realizado antes de ir para a Assembleia das Nações Unidas em Nova York.

O presidente americano afirmou que a batalha contra os jihadistas "não é uma luta apenas dos EUA" e citou o apoio de países árabes, como Arábia Saudita.

Nesta terça, os EUA realizaram ataques aéreos e com mísseis contra alvos do EI, incluindo campos de treinamento, bases e suprimentos de armas no norte e leste da Síria. Segundo o grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos, mais de 50 jihadistas morreram nos bombardeios.

O Exército americano afirmou, em um comunicado, que "múltiplos alvos (do EI) foram destruídos ou danificados" em torno das cidades de Raqqa, Deir al-Zor, Hasakah e da localidade fronteiriça de Albu Kamal.

Os ataques americanos também tiveram como alvo, separadamente, o grupo Frente al-Nusra, filiado à Al-Qaeda, no norte da Síria.

O presidente da Síria, Bashar Assad, defendeu nesta terça "qualquer esforço internacional na luta contra o terrorismo", após o início da ofensiva da coalizão internacional liderada pelos EUA. Segundo a agência de notícias oficial síria Sana, Assad advertiu, no entanto, que qualquer ação militar deve ser feita em paralelo a outros esforços para deter todo tipo de apoio aos terroristas. / EFE

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