REUTERS/Athit Perawongmetha
REUTERS/Athit Perawongmetha

Luto por morte do rei Bhumibol se mistura a sentimento de raiva na Tailândia

Seguidores do monarca tem se enfurecido com quem critica o reinado de Bhumibol Adulyadej ou não usa roupas pretas e brancas em sinal de respeito

O Estado de S. Paulo

17 Outubro 2016 | 11h55

BANGCOC - Uma mulher tailandesa acusada de insultar o rei Bhumibol Adulyadej, morto na semana passada aos 88 anos, foi forçada a se ajoelhar diante de seu retrato em frente a uma delegacia na ilha turística de Samui, enquanto centenas de pessoas exigiam um pedido de desculpas.

A mulher, presa e exposta ao público no domingo, 16, foi a mais recente de uma série de incidentes deste a morte do rei, que comandou a monarquia do país por 70 anos, que deu lugar a um grande sentimento de luto na Tailândia.

Dois policiais conduziram Umaporn Sarasat, de 43 anos, até o retrato de Bhumibol na frente da delegacia de Bophut, onde ela se ajoelhou e rezou. As pessoas, algumas das quais seguravam retratos do monarca, a insultaram quando ela apareceu pela primeira vez. Uma linha de policiais foi formada para evitar o contato do grupo com Umaporn.

É provável que Umaporn, uma pequena empresária, que é acusada de ter publicado comentários desrespeitosos sobre Bhumibol na internet, será acusada formalmente de insultar a monarquia. "Vamos dar prosseguimento ao caso da melhor forma possível", disse à multidão o chefe de polícia do distrito, Thewes Pleumsud. "Entendo o sentimento de vocês, que vieram aqui por lealdade à sua majestade."

As autoridades também estão pedindo calma já que tem aumentado nas redes sociais as críticas contra pessoas que não estão vestindo roupa preta e branca para lamentar a morte do monarca. Um porta-voz do governo disse que alguns tailandeses não podem pagar por roupas de luto e destacou a necessidade de tolerância - há relatos de que o preço destes artigos de vestimenta subiram desde a morte do rei. / AP

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