Lynch mostra em biografia que sua história foi propaganda

A biografia autorizada de Jessica Lynch, a soldado americana capturada no Iraque, desacredita a lenda segunda a qual soldados a teriam resgatado em uma operação audaz e descreve os médicos iraquianos como pessoas amáveis que arriscaram suas vidas para salvá-la. I Am a Soldier, Too: The Jessica Lynch Story(Sou também uma soldado; a história de Jessica Lynch), biografia publicada hoje, sugere que soldados americanos, alguns portando filmadoras, não encontraram resistência alguma quando ingressaram em um hospital de Nasiriya em 1º de abril para resgatar a prisioneira de guerra. No livro, escrito por Rick Bragg, são desmentidas versões publicadas pela imprensa americana pouco depois do resgate nas quais se afirmavam que Lynch abriu fogo contra seus captores e que o hospital iraquiano era um território hostil que representou grave perigo aos comandos que resgataram a suboficial. De acordo com a biografia, em uma ocasião especial, um médico iraquiano colocou Lynch dentro de uma ambulância e se dirigiu a um posto de controle dos Estados Unidos com a esperança de devolvê-la a suas fileiras. Chegando lá, no entanto, as tropas americanas atacaram a tiros o veículo hospitalar e os iraquianos tiveram que fugir do local com a cabo a bordo. Críticos sugeriram que a liderança do Exército dos Estados Unidos, desesperada para obter apoio público à guerra, exagerou a história de Lynch, ou pelo menos não tentou corrigir as primeiras versões. Bragg escreve que "o evento pareceu mais perigoso na televisão do que parece ter sido na realidade". Com relação aos relatos da imprensa americana sobre o resgate em Nasiriya, "nem um diretor de Hollywood poderia ter ido tão longe", afirmou o biógrafo. Leia também: » Editor tem fotos de Jessica Lynch nua, mas não as publicará

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