Macedônia denuncia massacre de falsos terroristas

Policiais da Macedônia mataram a tiros sete imigrantes inocentes e depois alegaram que os mortos eram terroristas, numa chacina encenada para impressionar os Estados Unidos, dizem autoridades. Após dois anos de investigação, uma porta-voz da polícia, Mirjana Konteska, disse que seis pessoas, incluindo três ex-comandantes policiais, dois agentes especiais e um empresário foram acusados pelos assassinatos. ?Foi um ato de mentes doentias?, disse Konteska. ?Eles... ordenaram o homicídio brutal de sete homens paquistaneses?. Konteska disse que a matança representou uma tentativa dos acusados de ?apresentarem-se como participantes da guerra ao terror e demonstrar o compromisso da Macedônia com a guerra?.Desde que se separou da Iugoslávia em 1991, a Macedônia vem buscando apoio político e econômico dos Estados Unidos. O país apoiou a invasão do Iraque e mantém tropas na nação árabe. Konteska não deu os nomes dos acusados, mas citou o ex-ministro do Interior, Ljube Boskovski, como parte envolvida. Pouco depois da revelação, o Parlamento macedônio revogou a imunidade parlamentar de Boskovski.O massacre, conhecido como operação "Rastanski Lozja", ocorreu em 2002 e foi realizado por agentes especiais da polícia, que alegaram ter eliminado uma célula terrorista que planejava atacar embaixadas. Investigações subseqüentes mostraram que o suposto confronto com terroristas havia sido encenado.

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