Macedônios retomam ataques contra rebeldes

Tropas do governo da Macedônia retomaram hoje seus ataques contra vilas localizadas ao nordeste de Skopje, consideradas fortalezas dos rebeldes de ascendência albanesa que lutam por igualdade de direitos.Os novos combates ocorreram poucas horas depois que o primeiro-ministro macedônio, Ljbuco Georgievsky, prometera pedir ao parlamento uma declaração de estado de guerra, e exortara os cidadãos de origem albanesa para que apoiem os ataques governamentais contra os militantes concentrados na linha de fronteira com a província iugoslava de Kosovo.Os comentários emitidos ontem à noite por Georgievski foram seguidos de um bombardeio constante contra os insurgentes no norte da Macedônia. Os ataques de artilharia pesada se intensificaram hoje antes do meio-dia (horário local), pouco depois do fim do prazo para que os residentes deixassem a área de enfrentamentos. As tropas dispararam contra as vilas de Vaksince e Lojane, situadas a cerca de oito quilômetros da fronteira com Kosovo.Entretanto, o porta-voz do Ministério da Defesa, Gjordji Trendafilov, disse mais tarde que o "pedido feito aos civis para que abandonassem a área não deu resultado". O porta-voz reiterou a convicção do governo de que mais de 3.500 civis de origem albanesa estão sendo mantidos pelos rebeldes como "escudos humanos". Os isurgentes, por sua vez, negam a informação.Segundo Trendafilov, os ataques de hoje cobriram uma "área mais extensa" em torno de Kumanov, em comparação com os combates ocorridos ontem. O anúncio do premier de que pedirá a declaração de guerra foi feito antes da visita à Macedônia, programda para ocorrer ainda hoje, do diretor de assuntos de segurança da União Européia, Javier Solanos. O secretário-geral da Otan, lorde Robertson, se unirá a ele amanhã.A Cruz Vermelha local informou que foram registrados nos últimos dias 420 refugiados que abandonaram três aldeias da zona de combate, incluindo 23 famílias descendentes de albaneses. No total, foram registrados 10.000 refugiados na Macedônia desde o início da luta, em fevereiro deste ano.

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