Machismo argentino não cede aos novos tempos

O típico "macho" argentino está longe de ser uma espécie em extinção. Apesar da entrada no século 21, os homens deste país continuam reproduzindo uma série de preconceitos contra as mulheres.Segundo uma pesquisa do Centro de Opinião Pública da Universidade de Belgrano (Copub), os homens não confiam nas mulheres argentinas para uma série de profissões e cargos de responsabilidade. Na hora de ser atendidos por um cirurgião, 50,5% dos argentinos preferem que o bisturi esteja na mão de um cirurgião homem. Apenas 22,8% confiariam no toque feminino. Para 23%, tanto faz o sexo do médico em questão.CandidatasSegundo a pesquisa, se houvesse eleições amanhã na Argentina, 57,1% dos homens prefeririam votar em um candidato masculino. Apenas 21,3% optariam por uma mulher para ocupar "el sillón de Rivadavia", como é conhecida a cadeira presidencial.Ao entrar em um avião, 26,3% dos homens argentinos não se incomodam se o piloto for uma mulher. Para 12%, "tanto faz". Mas uma avassaladora maioria de 58,8% suaria frio se percebesse que na cabine de comando está uma representante do belo sexo."Menos racionais"Em matéria de "racionalidade", os homens argentinos consideram que as mulheres são menos racionais que o setor masculino da população. Essa é a opinião de 65% dos homens. Apenas 29% afirmam que os dois sexos são "iguais" em racionalidade, enquanto que somente 6% conferem às mulheres o trunfo de serem racionais.No entanto, os machistas homens argentinos dão o braço a torcer em apenas um quesito. Quando a pergunta é "as mulheres são piores ou melhores estudantes que os homens?", 80,6% afirmam sem pestanejar: "melhores".

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