Rodrigo Cavalheiro, Correspondente, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2015 | 02h01

BUENOS AIRES - O candidato conservador à presidência argentina, Mauricio Macri, deu aos principais integrantes de seu partido a missão de impedir que a falta de base política da legenda atrapalhe seu plano de chegar à Casa Rosada. O kirchnerismo contesta a governabilidade que teria a coalizão de direita, cujo principal partido, o Proposta Republicana (PRO), tem apenas 10 anos e conseguiu apenas 41 das 257 cadeiras na Câmara.

Essa debilidade será mencionada pelo governista Daniel Scioli no debate de amanhã, a uma semana do segundo turno. A fragilidade parlamentar de uma coalizão antiperonista no poder foi um dos fatores da crise institucional econômica de 2001. Macri costuma responder que se habituou a governar com minoria na prefeitura de Buenos Aires e classificou a associação de uma vitória sua à instabilidade do início do século a uma campanha do medo.

"Estamos formando quadros em nossa fundação e chamaremos pessoas de outros partidos para governar", afirmou o ao canal TN o sucessor de Macri na prefeitura, Horacio Rodríguez Laretta, um dos encarregados da tarefa dada por Macri.

A ordem de fazer concessões não estava prevista no início da campanha. Na formação da coalizão Cambiemos, o próprio Macri coordenou a aliança com a União Cívica Radical, histórico rival do peronismo, o que lhe deu presença no interior do país.

Esta semana, decidiu-se que a união do trio, formada em princípio exclusivamente para disputar a presidência, funcionará como bloco no Congresso em caso de vitória. Isso aumentaria o número da bancada de Macri para 91.

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