EFE/David Fernandez
EFE/David Fernandez

Macri culpa Congresso por falta de investigações sobre Odebrecht

Presidente argentino afirmou que empreiteira poderia voltar a atuar no país, mas antes é preciso aprovar uma lei que preveja um acordo de leniência

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2017 | 17h06

BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, culpou o Congresso nesta quarta-feira, 12, pela falta de progresso na investigação de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht que vem assolando a América Latina nos últimos meses.

O governo argentino baniu a empresa de participar de licitações de novas obras públicas por um ano, medida anunciada no Diário Oficial do país na sexta-feira 7. Nesta quarta-feira, contudo, Macri disse que a Odebrecht será bem-vinda para voltar a atuar se o Congresso aprovar uma lei permitindo que o governo negocie o acordo de leniência com a empreiteira.

"No Brasil eles continuam a operar e poderiam continuar a trabalhar aqui no futuro, mas primeiro precisamos saber o que aconteceu no passado, e estamos impedidos em razão da falta de um instrumento legal", disse Macri a repórteres.

Seu governo propôs um projeto de lei – que permitiria punir as empresas por corrupção e as habilitaria a assinar acordos de leniência em troca de colaboração com procuradores – que foi aprovado na Câmara dos Deputados em 5 de julho.

Mas, segundo Macri, uma cláusula essencial que permitiria os acordos de leniência foi retirada. "Por algum motivo (os parlamentares) preferem que a Odebrecht não fale", afirmou. A proposta pode sofrer novas emendas antes de ser votada no Senado.

Em dezembro, a Odebrecht e a subsidiária petroquímica Braskem fizeram acordos com autoridades brasileiras, americanas e suíças por uma multa recorde de US$ 3,5 bilhões. Nesse acordo, a construtora admitiu ter pago subornos a autoridades de 12 países, sendo US$ 35 milhões na Argentina entre 2007 e 2014. /REUTERS

Mais conteúdo sobre:
Mauricio Macri Argentina Odebrecht

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.