REUTERS/Enrique Marcarian
REUTERS/Enrique Marcarian

Macri inclui conta nas Bahamas de mais de US$ 1 milhão em declaração de renda

Presidente argentino declarou um patrimônio líquido de US$ 7,6 milhões e dois empréstimos a dois amigos próximos

O Estado de S. Paulo

27 Maio 2016 | 15h31

BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, incluiu uma conta com mais de US$ 1 milhão nas Bahamas em sua primeira declaração de renda como presidente, onde apresentou um patrimônio que é o dobro de 2015, confirmou na quinta-feira o Departamento Anticorrupção.

Macri declarou um patrimônio líquido de 110 milhões de pesos (US$ 7,6 milhões), detalhando que em 2015 adquiriu quatro imóveis e terrenos e registrou depósitos de 18 milhões de pesos (US$ 1,2 milhão) nas Bahamas, o mesmo paraíso fiscal onde operava a Fleg Trading, uma empresa offshore revelada pelos Panama Papers, lista de personalidades com companhias abertas em paraísos fiscais.

O patrimônio apresentado marca um crescimento de mais de 100% em relação a 2015.

Na declaração, cuja apresentação foi confirmada pelo Departamento Anticorrupção (OA), o presidente justificou seu aumento patrimonial pela valorização de alguns de seus ativos, que na declaração anterior apareciam com valores simbólicos de 1 centavo.

"Este número tenta corrigir as distorções causadas pelo sistema", afirma a declaração do presidente em relação às diferenças entre os formulários utilizados pela cidade de Buenos Aires, onde foi prefeito entre 2007 e 2015, e da OA sobre os bens dos funcionários públicos.

Macri também declarou dois empréstimos a dois de seus mais próximos colaboradores e amigos de juventude, o empreiteiro Nicholas Caputo (US$ 1,5 milhão) e seu ex-ministro da Fazenda em Buenos Aires, Nestor Grindetti (cerca de US$ 34 mil).

Grindetti, que também aparece em uma empresa offshore listada nos Panama Papers, foi assessor contábil do poderoso Grupo Macri, liderado pelo magnata Franco Macri, pai do presidente. Grindetti agora é prefeito do distrito de Lanús, ao sul de Buenos Aires. /AFP

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