Natacha Pisarenko/AP
Natacha Pisarenko/AP

Macri inicia campanha em busca de virada com grande ato em Buenos Aires

Presidente da Argentina pretende passar por 30 cidades em todo o país na reta final antes das eleições, em 27 de outubro

Redação, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2019 | 05h09

BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, deu início neste sábado, 28, à campanha do "sim, é possível" com uma grande mobilização. A capital argentina é a primeira das 30 cidades que Macri prometeu visitar para reconquistar eleitores antes das eleições presidenciais marcadas para o dia 27 de outubro.

"Hoje começa a marcha do 'sim, é possível', 30 dias por todo o país, ombro a ombro. Não nos resignamos porque sabemos que um melhor país é possível e está muito mais perto do que podemos ver", disse Macri ao falar às milhares de pessoas que se concentraram nas ruas do bairro de Belgrano para expressar apoio.

O governante agradeceu às "demonstrações de amor" dos militantes que compareceram ao ato com cartazes de apoio e bandeiras argentinas.

A coalizão governista Juntos pela Mudança pretende dar um novo impulso à campanha para conseguir reverter a dura derrota sofrida nas eleições primárias de 11 de agosto.

Macri, que tenta a reeleição, obteve 31,79% dos votos nas primárias, enquanto o principal rival, o peronista Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como candidata a vice, o superou com 47,78%.

"É possível virar esta eleição. Claro que se pode! Mas, para isso, preciso de vocês mais mobilizados do que nunca, mais confiantes do que nunca, mais apaixonados do que nunca para convencerem cada amigo, cada parente, cada companheiro de trabalho que outro país é possível", disse Macri.

O atual presidente admitiu que o último ano e meio, marcado pela recessão econômica, "foi muito difícil" e que a "classe média foi a que fez o maior esforço".

"Quero dizer que eu os escutei, quero dizer que o que virá é diferente. Agora vem o crescimento, o trabalho, a melhoria do salário", prometeu.

Macri discursou em Belgrano ao lado da esposa, Juliana Awada; de Elisa Carrió, líder da Coalizão Cívica – grupo que integra a frente governante –; do candidato a vice-presidente da Juntos pela Mudança, o peronista Miguel Ángel Pichetto; e do prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, que também tenta a reeleição.

Ao longo do ato, Macri defendeu a democracia, a paz e políticas como o combate ao narcotráfico, à máfia e à impunidade.

"Sempre estarei aqui para defendê-los. Vale a pena estar aqui, nesta batalha, defender estas ideias vale a pena porque este é o nosso país, o nosso futuro e a nossa forma de vida", disse.

A campanha de Macri, que continua na segunda-feira, 30,  na cidade de Junín, na Província de Buenos Aires, foi convocada há dez dias pelo próprio presidente pelas redes sociais. / EFE.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.