Macri promete diálogo mas já critica Cristina Kirchner

O prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri (Proposta Republicana - PRO), reeleito neste domingo para um mandato de mais quatro anos, começa a negociar seu apoio com vistas às eleições presidenciais de 23 de outubro. "Tenho o compromisso de, a partir de amanhã, começar a conversar com todos os candidatos à presidência, inclusive com a presidente (Cristina Kirchner)", que busca um segundo mandato, disse Macri em seu discurso da vitória.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agência Estado

31 de julho de 2011 | 21h38

O prefeito de centro-direita é ferrenho opositor à Casa Rosada e sua massacrante vitória no terceiro maior colégio eleitoral da Argentina, o transformou em uma peça cobiçada por todos os candidatos à presidência. O prefeito, no entanto, indicou que não está obrigado a se aliar com nenhum deles.

"A Argentina necessita que todos dialoguemos. Tenho o compromisso com um diálogo, mas que nem sempre tem que terminar em acordo eleitoral", afirmou. Macri agradeceu o telefonema que Cristina fez para parabenizá-lo pela vitória, mas lançou várias críticas "indiretas" a ela.

"É tão importante que os líderes de Argentina aprendam a ser humildes porque é muito fácil cair na soberbia", disse ele, em clara referência ao estilo Kirchner de impor medidas e decisões. Em outro ponto do discurso, Macri afirmou que "são muitos anos de desrespeito às instituições e isso tem que terminar". Também se comprometeu a formular políticas de longo prazo para atacar a pobreza. "É inaceitável que depois de 10 anos de crescimento, não consigamos erradicar a pobreza", criticou.

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