Macri promete investigações para conhecer ‘toda a verdade’ sobre submarino

Presidente argentino disse que é preciso conhecer causas do ocorrido para honrar os 44 tripulantes que estavam a bordo da embarcação encontrada um ano após desaparecimento

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2018 | 02h56

BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Maurício Macri, disse neste sábado, 17, que a confirmação da morte, "em circunstâncias dramáticas", dos 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, causa "enorme dor". Macri ressaltou que, agora, começa a etapa de investigações para se saber "toda a verdade" sobre o ocorrido.

"Uma verdade com a qual estamos comprometidos desde o primeiro dia e que é necessária para honrar e respeitar nossos heróis e seus familiares, aos quais desejo toda a força para superar esta grande dor", declarou o líder em um vídeo institucional. “Agora, começa uma etapa de sérias investigações para conhecer toda a verdade”, disse o presidente argentino. Na madrugada deste sábado, a Marinha argentina confirmou que os destroços do ARA San Juan foram localizados no fundo do Oceano Atlântico, um ano e um dia depois que a embarcação desapareceu. Ao longo do dia, com imagens feitas no local, foi detalhado que o submarino sofreu uma implosão, se dividindo em várias partes.

"O ministério da Defesa confirmou que a equipe de busca da Ocean Infinity (empresa encarregada da operação) reportou que os destroços do submarino San Juan foram achados em uma área próxima aonde tinha se reportado pela última vez", explicou o presidente.

Para Macri, que "como homenagem" aos tripulantes confirmou a decretação de "luto nacional por três dias", estes foram 366 dias "muito difíceis para todos os argentinos, mas muito especialmente para os familiares dos tripulantes".

"Hoje é o dia mais triste. Trata-se de uma heroína e 43 heróis que deixaram um vazio nas vidas de seus entes queridos", disse Macri.

"Escolheram uma profissão de risco. Dedicaram sua vida a nos defender e cuidar de nosso mar com dignidade e orgulho. Levaram adiante sua tarefa com patriotismo, vocação de serviço e coragem. São um exemplo valioso para muitos argentinos", enfatizou o presidente argentino.

O presidente não se referiu ao pedido das famílias de resgatar o submarino. O ministro da Defesa, Oscar Aguad, afirmou que o país não conta com meios para tal. \ EFE

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