Marcos Correa/Presidência do Brasil/AFP
Marcos Correa/Presidência do Brasil/AFP

Macri visitará o Brasil no início de 2017

A visita foi discutida nesta quinta-feira, 8, na audiência que a chanceler da Argentina, Susana Malcorra, teve com o presidente Michel Temer em Brasília

Lu Aiko Otta / BRASÍLIA, O Estado de S. Paulo

08 Dezembro 2016 | 20h06

O presidente da Argentina, Maurício Macri, deverá visitar o Brasil até março, em data ainda a ser definida. A visita foi discutida nesta quinta-feira, 8, na audiência que a chanceler da Argentina, Susana Malcorra, teve com o presidente Michel Temer em Brasília.

Susana também se reuniu com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, José Serra. Durante o encontro, eles debateram a situação na Venezuela e a suspensão de Caracas do Mercosul, efetivada na semana passada. A chanceler argentina disse que a expectativa dos países integrantes do Mercosul é que a Venezuela cumpra as exigências do bloco e volte a ser membro pleno.

“Quando houver regras que ponham a Venezuela em pé de igualdade com outros países do Mercosul ela voltará a ser membro de direito”, afirmou. 

Ela rebateu as críticas do governo venezuelano que acusa países como Brasil e Argentina de também não cumprirem todas as regras do Mercosul e disse que as normas evoluem com o tempo. “Cada vez assumimos mais compromissos, todos temos de fazer maiores adequações, mas estamos falando de uma linha básica de cumprimento”, afirmou. 

De acordo com o chanceler brasileiro, será formado um grupo dentro do Mercosul para chegar a um entendimento prévio em relação a pontos do acordo com a União Europeia, que permitirá aos países sul-americanos negociar com o bloco europeu com mais força. “Estamos negociando separadamente, não há uma negociação articulada”, criticou.

Planos. No encontro com Temer, a chanceler argentina tratou de temas econômicos e de integração. Eles falaram sobre a Hidrovia do Mercosul, um projeto de infraestrutura de grande interesse do Brasil, mas que nos últimos anos esteve paralisado por questões trabalhistas do lado argentino. Essas dificuldades foram contornadas, segundo informou a ministra, e agora o projeto deverá figurar entre as prioridades da região.

Os dois falaram também sobre o funcionamento dos congressos em ambos os países. Temer disse à chanceler que está otimista sobre a aprovação de medidas econômicas. Ele avaliou que o Congresso brasileiro está comprometido e o governo tem boa base parlamentar.

Susana também esteve no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, onde se reuniu com o ministro Marcos Pereira. Na conversa, eles acertaram como meta fechar o acordo entre Mercosul e UE em 2018. Isso deve ser facilitado pelo fato de a Argentina assumir a presidência rotativa do bloco na próxima semana.

 

 

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