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Macri volta ao Boca para fazer política

Uma homenagem ao ex-presidente do Boca Juniors e futuro presidente do país serviu na tarde desta quarta-feira, 2, como um ato de apoio a seu pupilo no clube e uma resposta a fogo amigo em sua coalizão

Rodrigo Cavalheiro CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2015 | 21h42

Uma homenagem a Mauricio Macri, ex-presidente do Boca Juniors e futuro presidente do país, serviu na tarde desta quarta-feira, 2, como um ato de apoio a seu pupilo no clube e uma resposta a fogo amigo em sua coalizão.

No domingo, Daniel Angelici tenta a reeleição no time com maior torcida da Argentina. Para ele, a presença do presidente eleito no gramado do estádio La Bombonera, no bairro da Boca, funcionou como um comício de encerramento de campanha. Angelici deu a Macri, que o apoiou em sua primeira eleição, uma caneta que imita o cetro que receberá com a faixa azul e branca no dia 10. Macri tem em sua casa uma réplica da Bombonara em que no lugar de um dos gols está a Casa Rosada. 

No domingo, a deputada Elisa Carrió, uma das principais aliadas de Macri, mentora da aliança de centro-direita Cambiemos, vencedora da eleição, criticou Angelici. Acusou-o de ser um operador jurídico equivalente ao que era Cristóbal López, empresário do ramo de jogos, para Cristina Kirchner. Angelici é dono de redes de bingo e Carrió combate o jogo. "Angelici está se reunindo juízes e promotores e Mauricio Macri tem de ver isso", afirmou no programa de Mirtha Legrand, de 88 anos, uma das apresentadoras mais experientes do país. Ao aparecer com Angelici, Macri indicou a Carrió que não pretende aceitar a recomendação dela.

"Foi o melhor presidente da história do Boca Juniors e sei que será um grande presidente dos argentinos", disse Angelici diante de Macri, que presidiu o clube entre 1995 e 2007 e ganhou onze títulos internacionais, entre eles quatro libertadores. O clube foi seu trampolim à política. Fundou em 2005 o Proposta Republicana e governou Buenos Aires durante oito anos.

"Foi uma época maravilhosa da minha vida. Começamos chorando muito depois viramos o jogo", disse Macri, em alusão a um início difícil, com vitórias do River Plate, o maior rival. Ele fez uma comparação com o desafio que terá como presidente do país. "Basta de nos queixarmos e nos conformarmos. E nisso não importa se somos de Boca, River, Racing, San Lorenzo."Um Macri que nomeia espontaneamente seus maiores rivais no futebol é recente. Questionado três dias antes de ser eleito se apoiaria o River Plate no Mundial de Clubes, disputado este mês no Japão, foi irônico: "Os receberei na Casa Rosada se forem campeões. Mas torcer por eles já é demais." 


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