AFP PHOTO / Ludovic MARIN
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Após reunião, Macron acredita que Trump romperá acordo nuclear com Irã

Presidente francês afirma que pacto deve acabar 'por razões domésticas', mas ressalta que não tem 'informação privilegiada' sobre o que será decidido por Washington

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2018 | 01h59
Atualizado 26 Abril 2018 | 06h17

WASHINGTON – O presidente francês, Emmanuel Macron, disse na quarta-feira, 25, que acredita que seu colega americano, Donald Trump, romperá o acordo nuclear com o Irã.

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"Acredito que (o acordo) acabará por razões domésticas", disse Macron a jornalistas em Washington ao fim da visita de Estado aos EUA. O presidente francês afirmou que, apesar de ter discutido o assunto com Trump, não tem "informação privilegiada" sobre qual decisão será tomada por Washington.

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A Casa Branca planeja anunciar se continuará ou não no acordo até o dia 12 de maio, prazo dentro do qual o governo precisa informar o Congresso sobre o cumprimento do pacto. Além de EUA, participam do acordo Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.

"Quanto ao Irã, nosso objetivo é claro: o Irã nunca deverá ter uma arma nuclear. Nem agora, nem em cinco anos, nem em dez anos. Nunca", ressaltou o presidente francês.

Durante a visita a Washington, Macron tentou dissuadir Trump a manter o acordo e buscar uma versão mais ampla dele. Mesmo assim, o presidente americano se mostrou cético sobre a possibilidade.

Mais cedo, Macron afirmou perante o Congresso americano que a França "não abandonará" o pacto e insistiu que Washington discuta um novo acordo multilateral com o Irã para evitar os riscos de uma "guerra em potencial".

Durante o discurso, considerado crítico às medidas adotadas por Trump, o presidente francês advertiu sobre os riscos do "nacionalismo" e reafirmou os compromissos da França em permanecer em tratados globais, como o Acordo de Paris. "Não há planeta B", afirmou Macron.

"Podemos optar pelo isolamento, pela retração e o nacionalismo. É uma opção que pode ser tentadora como um remédio para nossos medos", disse o líder francês. "Mas fechar a porta ao mundo não impedirá a evolução do mundo." / AFP, EFE

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