Bertrand Guay/Pool/Reuters
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Macron ameaça intervir na Síria, mas já admite permanência de Assad

Se ficar demonstrado que foram utilizadas armas químicas e soubermos traçar a procedência, a França fará bombardeios para destruir as armas químicas identificadas, declarou o presidente

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2017 | 14h02

PARIS - O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira, 22, que a França intervirá militarmente na Síria se for comprovado o uso de armas químicas pelo regime de Bashar Assad. O líder francês afirmou também que cumprirá a ameaça mesmo se tiver de agir sem respaldo da comunidade internacional. O presidente, no entanto, relativizou a necessidade da saída do presidente Bashar Assad no poder em nome da estabilidade do país. 

"Se ficar demonstrado que foram utilizadas armas químicas e soubermos traçar a procedência, a França fará bombardeios para destruir as armas químicas identificadas", disse Macron em uma entrevista publicada nesta quinta-feira por vários jornais europeus, entre eles o francês Le Fígaro.

Macron disse ao presidente russo, Vladimir Putin - que foi recebido por ele em 29 de maio em Versalhes -, que não haverá tratos sobre essa questão e sobre a exigência de acesso humanitário à população afetada pela guerra na Síria.

O presidente disse ainda que com a sua chegada à presidência da França há pouco mais de um mês, seu país mudou a posição com relação à continuidade ou não do presidente sírio. "A destituição de Bashar Assad não é uma condição para tudo porque ninguém me apresentou seu sucessor legítimo", declarou.

As suas prioridades - precisou Macron - são em primeiro lugar "a luta absoluta contra todos os grupos terroristas" já que "são eles os nossos inimigos" porque essa região "é um dos focos do terrorismo islamita".

"Necessitamos a cooperação de todos para erradicá-los, em particular da Rússia. A estabilidade da Rússia deve ser usada para evitar um Estado falido", concluiu. / EFE

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