Ludovic Marin/ AFP
Ludovic Marin/ AFP

Macron defende acordo China-EUA que 'preserve interesses' de outros países

Presidentes da França e da China falaram na necessidade de abertura dos mercados como caminho para o desenvolvimento

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2019 | 02h22

XANGAI - O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta terça-feira, 5, em Xangai, um acordo comercial entre China e Estados Unidos "que preserve os interesses" de outros países, começando pelos da União Europeia, principal parceiro econômico de Pequim.

Durante um discurso na segunda Exposição Internacional de Importações da China, Macron condenou - sem citar - o presidente americano, Donald Trump, pelo recurso da ação unilateral, da arma tarifária e da lei do mais forte.

"A guerra comercial só causa perdedores", disse o líder francês, recordando que a guerra entre China e Estados Unidos afeta negativamente o crescimento global.

Macron aplaudiu o sucesso econômico chinês dos últimos 40 anos, mas pediu a Pequim que abra mais seu mercado para corrigir os desequilíbrios da globalização que suscitam "uma tentação de recuo" nos países ocidentais.

"Criar novos vínculos de equilíbrio supõe acelerar os procedimentos de acesso ao mercado chinês, torná-los mais transparentes para permitir que as empresas estrangeiras, especialmente as inovadoras, se instalem na China com confiança". 

Washington e Pequim esperam alcançar um acordo comercial preliminar ainda neste mês de novembro.

Mercado global é prioridade para a China

O presidente da China, Xi Jinping,  fez o discurso de abertura do evento, no qual destacou a necessidade da abertura dos mercados globais. Sem fazer nenhuma referência direta à guerra comercial com os Estados Unidos, Jinping conclamou os países a 'caminhar juntos' para formar um mercado integrado, com cada vez menos barreiras comerciais.

"Não há um só país que possa resolver por si mesmo as dificuldades que enfrenta o desenvolvimento da economia global", apontou o mandatário chinês. / AFP e EFE

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