Francois Mori / AP
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Macron está disposto a melhorar o projeto de reforma da Previdência, alegam fontes

Elas dizem também que o presidente francês deseja conseguir uma pausa na mobilização social durante as festas de fim de ano

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2019 | 10h28

PARIS - O presidente francês, Emmanuel Macron, não vai retirar o projeto de reforma da Previdência, mas "está disposto a melhorá-lo", anunciaram fontes próximas ao chefe de Estado, depois de duas semanas de greve nos transportes e de um grande movimento de protesto que não cede.

"O presidente não abandonará o projeto, mas está disposto a melhorá-lo durante conversas previstas com os sindicatos", explicaram as fontes, que pediram anonimato. De acordo com elas, "avanços" importantes podem acontecer até o fim desta semana. 

O primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, receberá nesta quarta-feira, 18, os líderes dos sindicatos, ao lado do novo secretário do governo para a reforma da Previdência, Laurent Pietraszewski, que substituiu o secretário anterior, obrigado a pedir demissão em plena crise social por um suposto conflito de interesses.

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Reforma é a mais audaciosa da agenda social do presidente francês para este ano e busca extinguir as distorções que beneficiam vários setores; em contrapartida, não haverá aumento da idade de aposentadoria, hoje fixada em 62 anos

O objetivo dos encontros, que serão realizados também na quinta-feira, é tentar encontrar uma saída para a greve que enfraquece o governo, bloqueia muitas atividades no país e irrita a população.

As fontes afirmaram que Macron deseja ainda conseguir uma pausa na mobilização social durante as festas de fim de ano. Os sindicatos, no entanto, reiteraram esta semana que não pretendem fazer uma "trégua de Natal" se o governo não retirar o projeto de reforma.

De acordo com algumas informações, Macron poderia estar disposto a negociar a idade mínima de aposentadoria, que a reforma aumenta de 62 para 64 anos. / AFP

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