Ludovic Marin/ AFP
Ludovic Marin/ AFP

Macron renuncia sua futura aposentadoria como ex-presidente da França

Governo quer reestruturar antiga lei e mudar benefícios dados aos futuros ex-líderes do país; ele também pediu por trégua nas manifestações

Redação, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2019 | 02h29

O presidente francês Emmanuel Macron, de 42 anos, renunciou sua futura pensão de ex-presidente da França, conforme informou neste sábado, 21, um comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu. A declaração vem em meio a um caótico cenário de reforma da previdência no país europeu.

Macron, que fez aniversário neste sábado e segue na presidência até 2022, anunciou que também não vai fazer parte do Conselho Constitucional da França. O órgão, paga aos ex-presidentes uma atribuição de 13.500 euros ou quase 15.000 dólares por mês.

A decisão vem em meio a um grande conflito e uma série de manifestações contra a reforma da previdência, que tem sido promovida por Macron. Na ocasião, ele ainda pediu por uma trégua nas mobilizações, que alcançou o 17º dia seguido

Segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu, residência e escritório oficial da presidência, "não há uma necessidade de se exibir" por trás gesto, mas apenas "um desejo de contribuir".

Ele será o primeiro presidente da história do país a renunciar à pensão vitalícia que seu cargo lhe dá direito. A aposentadoria de um ex-presidente equivale a 6.220 euros brutos (6.900 dólares), por mês.

De acordo com a lei de 1955, esse valor não está sujeito a condições de idade, mandato ou limite de renda."Macron decidiu que essa lei não seria aplicada a curto prazo em 2022, ou em 2027, no caso de um segundo mandato", disse o Eliseu à AFP, confirmando informações do jornal Le Parisien.

Em vez disso, "um novo sistema será criado dentro da estrutura do futuro sistema universal de pontos" que, no contexto da atual reforma, deve substituir os 42 regimes de pensão que existem atualmente na França. Segundo o Eliseu, seria consistente se a lei de 1955 deixasse de se aplicar a todos os futuros presidentes do país./ AFP

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