Madrasta de Page diz que ele tinha amigos negros

A madrasta de Wade Michael Page, o ex-militar americano autor do massacre que deixou sete mortos em um templo sikh dos EUA no domingo, culpou ontem o Exército do país pela mentalidade racista de seu enteado. "Essa é a minha intuição", afirmou Laura Page, de 67 anos, que disse ter se surpreendido com a notícia do atentado cometido por ele em Oak Creek, Wisconsin.

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2012 | 03h01

Page tinha 10 anos quando seu pai, Jesse, casou-se com Laura. "Ele tinha amigos hispânicos e negros", afirmou. Em 2000, depois de seis anos no Exército, Page tornou-se cantor de uma banda neonazista de rock. Colega de Page no serviço militar, Christopher Robilland disse à CNN que o matador foi dispensado em 1998 por aparecer bêbado no quartel.

Segundo Robilland, Page já falava de suas ideias sobre supremacia branca, mas não parecia perigoso. / D.C.M.

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