Madri dá refúgio a mais 3 dissidentes cubanos

Opositores não fazem parte do grupo de 52 cuja libertação foi anunciada em julho; UE debaterá se retoma relação com Cuba

, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

Três presos políticos cubanos que não haviam sido detidos na onda de repressão que ficou conhecida como "Primavera Negra", de 2003, chegaram ontem à Espanha, onde devem receber refúgio. Diante das libertações de dissidentes por Havana, a União Europeia (UE) comprometeu-se a iniciar na segunda-feira discussões internas sobre a normalização das relações com o regime castrista.

Ciro Pérez, Arturo Suárez e Rolando Jiménez, com idade entre 41 e 61 anos, desembarcaram ontem no aeroporto Madri-Barajas acompanhados de 14 parentes. Os três dissidentes libertados somam-se aos 39 opositores cubanos que receberam abrigo na Espanha desde julho.

A libertação dos três dissidentes que chegaram ontem a Madri tinha sido anunciada na semana passada por Havana. O chefe do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, manifestou em julho, em Genebra, o desejo de libertar todos os presos políticos da ilha "que não tenham sangue nas mãos". O então chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos - que mediou em julho o acordo para libertar os 52 opositores detidos em 2003 -, também indicou na época que Havana estaria disposta a esvaziar suas prisões de dissidentes que não foram culpados por mortes ou ações violentas. A UE debaterá na segunda-feira a chamada "Posição Comum" do bloco, que condiciona a normalização de relações com Havana à libertação de todos os presos políticos cubanos. / AFP

PARA LEMBRAR

Em julho, uma negociação entre o arcebispado de Havana, a Espanha e o presidente cubano, Raúl Castro, levou Cuba ao compromisso de libertar 52 dissidentes que estavam o detidos desde 2003, na onda repressiva que ficou conhecida como "Primavera Negra". Um dos principais articuladores do acordo foi o então chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos - substituído na quinta-feira. Ao todo, Madri já recebeu 42 opositores.

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