Madri quer ajuda do Exército e 300 médicos de outras regiões contra covid-19

Autoridades estudam ampliar isolamento para mais áreas diante de uma nova onda de covid-19 na região 

Redação - O Estado de S.Paulo

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MADRI - As autoridades da região espanhola de Madri pedirão oficialmente na quinta-feira, 24, ao governo nacional uma ajuda  para efetivar centenas de médicos de outras regiões e apoio logístico, militar e policial para realizar testes de coronavírus e trabalhos de desinfecção em áreas restritas. Elas estudam ampliar o isolamento para mais áreas diante de uma nova onda de covid-19 na região. 

Em entrevista coletiva, o vice-líder do governo regional, Ignacio Aguado, anunciou que a região, atual epicentro da pandemia na Espanha, terá uma reunião com representantes do governo central para fazer o pedido. Durante a primeira onda da pandemia, que atingiu duramente o país, o Exército fez em todo o país trabalhos de apoio e desinfecção.

O vice-ministro regional da Saúde, Antonio Zapatero, já havia antecipado que serão anunciadas na sexta-feira novas medidas de restrição de mobilidade e quais as áreas a serem atingidas. Isso significará que a população poderá sair de seus bairros apenas para trabalhar, ir ao médico, ou levar os filhos à escola.

Balcão de bar com restrições em Usera, na região de Madri, por causa do coronavírus Foto: Manu Fernandez/AP

Os moradores da maioria de bairros de renda mais baixa em que as taxas de infecção estão mais altas dizem que as medidas são ineficientes e injustas. 

“A batalha contra o vírus não está no confinamento, está nos cuidados básicos de saúde, com os quais podemos examinar o positivo e o negativo para podermos confinar as pessoas que estão realmente infectadas”, disse o aposentado Nieves Marcos, da área de Usera, uma das submetidas a um isolamento parcial.

A colaboração das forças armadas será destinada à instalação de tendas, à realização de testes e à desinfecção das 37 áreas delimitadas pela administração local dentro do plano de combate à covid-19, que incluem bairros da cidade de Madri e de outros municípios próximos. Neles estão vigentes desde segunda-feira novas restrições de circulação e de funcionamento de estabelecimentos comerciais, segundo explicou Aguado.

Madri espera contar também com a colaboração de 222 membros da Polícia Nacional e da Guarda Civil para fiscalizar essas áreas e garantir o cumprimento das novas medidas, e, caso contrário, aplicar sanções.

Além disso, as autoridades locais vão pedir ao governo de Pedro Sánchez uma reforma expressa das leis vigentes para poder manter no sistema de saúde madrilenho os 300 médicos de fora da comunidade autônoma que foram contratados durante o auge da pandemia de covid-19 e não puderam ser incorporados por "restrições estatais".

Blitz policial controla circulação em Usera, sob novas restrições de mobilidade  Foto: Manu Fernandez/AP

Essas novas estratégias, segundo Aguado, deverão ser colocadas em prática a partir da próxima segunda-feira, 28, para garantir que sejam correta e eficazmente implementadas o mais rápido possível.

Na terça-feira, o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, recomendou que toda a população da região de Madri, de 6,6 milhões de habitantes, limitasse seus movimentos ao essencial, já que a situação na capital é a mais preocupante do país, segundo ele.

Madri acumulou mais de 202.600 casos confirmados e 9.129 mortes durante a pandemia. Em ambos os casos, isso representa um terço do total para toda Espanha, um dos países europeus mais afetados pela pandemia. 

As áreas com limitação da mobilidade - onde também são mantidos fechados os parques e bares e restaurantes têm capacidade e horários limitados - têm apresentado uma incidência nos últimos 14 dias de mais de mil casos a cada 100 mil habitantes, triplicando o registro no conjunto do território./EFE, AFP e REUTERS 

 

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