Madrugada é calma na Faixa de Gaza e Cisjordânia

Uma calma relativa dominou as áreas ocupadas por palestinos e israelenses na Cisjordânia e Faixa de Gaza, enquanto os dois lados se preparavam para implementar a próxima fase de um cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos. Segundo o Exército de Israel, essa foi uma das madrugadas mais tranquilas das últimas semanas e apenas quatro incidentes foram registrados hoje. Palestinos atacaram duas vezes e dispararam dois morteiros perto de um posto de guarda de um assentamento judaico na Faixa de Gaza, mas nenhuma pessoa ficou ferida. Duas bombas foram descobertas e detonadas em segurança na cidade de Haifa, informou a polícia. Um telefone celular estava ligado a uma motocicleta e serviria como detonador de uma das bombas.Na tarde desta segunda-feira, chefes de segurança palestinos e israelenses devem se reunir para continuar com a próxima fase do projeto de cessar-fogo apresentado no começo deste mês pelo diretor da CIA, George Tenet. A cooperação entre os dois lados foi renovado, independentemente da morte de um jovem palestino de 12 anos, ontem, no campo de refugiados de Khan Younis. O garoto foi baleado por soldados israelenses, disseram palestinos. O Exército de Israel alegou que o garoto tentava pular uma cerca que permitia o acesso a um assentamento judaico. Um israelense também ficou levemente ferido ontem, durante dois ataques com bombas.Mesmo com a calma na região, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, insistiu que as negociações não serão retomadas enquanti a violência não cessar por completo. Sharon rejeitou no domingo uma proposta segundo a qual seu ministro de Relações Exteriores se reuniria com o líder palestino Yasser Arafat, alegando que não ocorrerão negociações enquanto prosseguirem os episódios esporádicos de violência.A decisão gerou uma furiosa discussão com o chanceler Shimon Peres, sugerindo um possível rompimento na parceria entre os rivais ideológicos, cuja colaboração nos últimos vezes foi vista como de extrema importância para tentar conter a violência entre israelenses e palestinos.

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