Efe
Efe

Maduro acusa grupos de se infiltrar em protestos para tentar derrubá-lo

Ao menos três pessoas morreram, 26 ficaram feridas e 25 foram presas nos protestos de ontem

O Estado de S. Paulo,

13 de fevereiro de 2014 | 09h48

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou "pequenos grupos fascistas" de terem se infiltrado no protesto de estudantes universitários que ocorreram ontem em Caracas com o objetivo de promover um golpe de Estado contra seu governo.Ao menos três pessoas morreram, 26 ficaram feridas e 25 foram presas nos protestos de ontem. Um dos líderes da oposição, Leopoldo López teve sua prisão pedida pela Justiça.

"Querem derrubar o governo por meio da violência", disse Maduro em pronunciamento na TV. "Esses grupos não têm ética, nem moral. Não permitiremos novos ataques."  Maduro disse ainda ter instruído as forças de segurança a prender quem estiver protestando sem permissão.

Os protestos trouxeram um cenário de destruição ao centro de Caracas e a outros Estados como Zulia, Aragua, Táchira e Carabobo. Carros de polícia foram queimados e prédios do governo foram atacados por militantes da oposição armados com paus e pedras e o rosto coberto.

Os protestos começaram há dez dias, liderados por movimentos estudantis e apoiados por uma facção mais radical da oposição, capitaneada por Leopoldo López, a deputada Maria Corina Machado e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

Na semana passada, ao menos dez estudantes foram presos em manifestações de rua. Na terça-feira, em Mérida, o clima ficou mais tenso, quando militantes de coletivos chavistas armados dispararam contra um protesto e feriram cinco pessoas. Ontem, ocorreram as primeiras mortes: dois estudantes e um líder comunitário do bairro 23 de Enero, o principal reduto chavista de Caracas.

À noite, porta-vozes de um dos coletivos chavistas do 23 de Enero pediram calma, mas exigiram a prisão de López como punição pela morte do líder comunitário Juan Montoya.

Entre os estudantes, também no final da noite, o clima ainda era de revolta. "Queremos liberdade para nossos companheiros presos, mas também protestamos contra o má situação econômica do país e a insegurança", disse a estudante de medicina Daniela Muñoz.

Para Vanessa Eisi, outra estudante da Universidade Católica de Caracas, a intenção do protesto era pacífica. "Como é possível que tenham matado dois estudantes?" /  REUTERS e AP

Tudo o que sabemos sobre:
Nicolás MaduroVenezuela

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.