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Maduro acusa oposição de ataque a uma estação elétrica

Presidente venezuelano sustenta tese de que suposta ação é parte de um plano de setores contrários ao seu governo; prejuízo teria afetado 50% da energia fornecida à Táchira

O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2015 | 15h27

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou na quarta-feira que opositores de seu governo atacaram uma estação elétrica no estado de Táchira como parte de um plano "terrorista" com fins eleitorais.

"Eu alertei há uma semana, temos uma direita enfraquecida que não está fazendo campanha eleitoral, sua única campanha é a violência, o terrorismo, sua campanha é invisível, é causar prejuízo ao povo", disse Maduro em um pronunciamento por rádio e televisão após relatar o ataque.

O presidente disse que, na noite de ontem, a subestação elétrica de Vega de Aza, no estado de Táchira, no município de Torbes, explodiu em razão de um ataque executado por "elementos da direita", que ocasionaram a perda total dos equipamentos.

Maduro sustenta a tese de que o suposto ataque é parte de um plano de setores que se opõem a seu governo e que pretendem sabotar o serviço de eletricidade para que o povo "traia" a Revolução Bolivariana nas próximas eleições parlamentares.

O prejuízo, disse Maduro, ocasionou perda total e afetou 50% da energia fornecida ao estado de Táchira, causando um apagão em nove municípios. A recuperação e substituição completa dos transformadores levará dez dias, segundo o chefe de Estado venezuelano.

Maduro pediu à população que esteja alerta depois de assegurar que, durante sua viagem a Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU, as autoridades abortaram um suposto ataque com bomba na usina elétrica conhecida como Tacoa.

O ministro de Energia, o general Luis Motta Domínguez, informou nesta quinta-feira, 8, que tudo indica que o ataque aconteceu na terça-feira às 20h43 locais (22h13 de Brasília) e foi produto de uma "sabotagem".

O ministro relatou que foram detidas duas pessoas, as quais já estão sendo submetidas a interrogatórios. Com isso, as autoridades esperam prender o responsável nas próximas 48 horas.

O Ministério Público venezuelano designou um promotor para investigar a explosão "a fim de determinar se existem responsabilidades criminais derivadas deste fato", segundo um comunicado.

O governo venezuelano culpou em várias oportunidades a oposição do país por supostos atentados contra estações elétricas e petrolíferas, e iniciou investigações. Mas até agora, não foram apresentados resultados e responsáveis. /EFE

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