EFE/PALACIO MIRAFLORES
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Maduro afirma que López participou de reuniões para diálogo; opositor nega

Em seu programa semanal na TV estatal, presidente venezuelano diz que 'mesmo em sua condição de detento', líder opositor negociou com governo; pelo Twitter, opositor desmente líder bolivariano e voltou a alegar que está preso injustamente

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 08h17

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assegurou na noite de domingo, 17, que o líder opositor Leopoldo López, em prisão domiciliar, participou de encontros destinados a uma negociação para acabar com a crise política no país. 

López, que está em prisão domiciliar, rebateu Maduro e negou ter tomado parte nas reuniões para um diálogo com o governo. "Bem sabes @NicolasMaduro que não compareci a nenhuma reunião. Estou preso injustamente, primeiro em uma prisão militar, agora em minha casa", indicou López em mensagens no Twitter escritas por sua mulher, Lilian Tintori.

"O Sr. Leopoldo López, mesmo em sua condição de detento, participou de reuniões", afirmou pouco antes o presidente venezuelano durante seu programa semanal, sem especificar as datas dessas reuniões.

López, detido desde fevereiro de 2014, foi colocado em prisão domiciliar no dia 8 de julho por questões de saúde. Ele cumpre uma pena de 14 anos de detenção acusado de incitar a violência em protestos contra Maduro que deixaram 43 mortos naquele ano.

O governo venezuelano e a coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) iniciaram na quarta-feira passada contatos da República Dominicana para estabelecer as bases para uma negociação.

No entanto, de acordo com Maduro, as partes estão em contato há mais tempo. "Se eu contasse o número de reuniões entre março de 2016 e 2017, poderíamos dizer mais de 100", disse ele.

Depois de ter concordado com a participação de Chile, México, Bolívia e Nicarágua como fiadores, os delegados de Maduro e a MUD se encontrarão de novo em Santo Domingo no dia 27. A oposição anunciou no sábado a incorporação do Paraguai a esse grupo. / AFP

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