MIGUEL GUTIERREZ/EFE
MIGUEL GUTIERREZ/EFE

Maduro afrouxa restrições no carnaval e oposição critica chavista

Governo venezuelano diz que celebração é "segura" desde que as pessoas aproveitem a festa com "responsabilidade"

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2021 | 22h04

CARACAS - A oposição venezuelana condenou ontem o presidente Nicolás Maduro por incentivar a população a comemorar nas ruas o carnaval, apesar do “alto risco de contágio”. Nos últimos dias, o governo venezuelano relaxou as medidas de isolamento e pediu que as pessoas aproveitem a festa “com responsabilidade” – o que não tem acontecido, de acordo com as fotos postas pelo próprio Maduro no Twitter.

Enquanto o governo venezuelano garante que a celebração do carnaval é “segura”, o ex-deputado Omar González, de oposição ao chavismo, disse que a festa era “imprudente” em um país que “não equipa os hospitais, não distribui artigos de prevenção e não garante o acesso a água potável, para manter os níveis de higiene para cortar a cadeia de transmissão da covid-19”.

“Apesar de tudo isso, o governo abre a possibilidade de acelerar o contato entre os cidadãos, aumentando as opções de disseminação do coronavírus”, afirmou González. De acordo com ele, a celebração do carnaval em meio a uma pandemia “é o maior ato de imprudência do regime chavista, que continua com sua política de pão e circo em meio a uma situação grave como a atual”.

No carnaval, Maduro repetiu a estratégia que usou nas festas de fim de ano e relaxou a quarentena para que os venezuelanos, de acordo com ele, “pudessem celebrar em parques, cinemas, teatros e centros comerciais”. Sob o lema “carnaval seguro”, o governo chavista vem promovendo bailes, concursos de fantasias e a prática de esportes na praia. 

Para conter os excessos, Maduro enviou a polícia para fiscalizar o cumprimento das medidas de prevenção e de isolamento social, mas o uso incorreto de máscaras e a falta de gel antibacteriano é uma constante em vários locais, onde também ocorrem aglomerações. / EFE

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