AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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Maduro alega ser alvo de plano para assassiná-lo e anuncia que há ‘dezenas de detidos’

Durante comício pelo Dia do Trabalho, presidente da Venezuela ordenou que se estabeleça uma 'rebelião' e ‘uma greve geral indefinida’ caso algum complô contra ele seja bem-sucedido

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2016 | 08h20

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no domingo durante comício governista pelo Dia do Trabalho que há "dezenas de detidos" vinculados a um novo suposto plano para matá-lo e ordenou uma "rebelião” e “uma greve geral indefinida" caso algum complô seja bem-sucedido.

"Eu não queria alarmar vocês, mas temos dezenas de detidos e ontem (sábado) detivemos pessoas no topo de alguns edifícios" próximos ao local onde deveria acabar a passeata de hoje", disse perante milhares de manifestantes em discurso transmitido em rede nacional de rádio e televisão.

Por essa aparente tentativa de franco-atiradores, Maduro disse, sem oferecer mais detalhes, que decidiu que a passeata pelo Dia do Trabalho terminaria no Palácio Presidencial.

"A oligarquia e o imperialismo (em alusão aos EUA) estão desesperados e se algum dia fizerem algo contra mim e conseguirem tomar este palácio, de um jeito ou de outro, eu ordeno que vocês, homens e mulheres da classe operária, declarem rebelião e decretem uma greve geral indefinida", pediu aos seguidores.

Maduro já denunciou em diversas ocasiões outros planos contra a sua pessoa. O episódio mais recente ocorreu no dia 13 de abril, quando afirmou que tinha "provas" de um plano que atribuiu a paramilitares e disse que as apresentaria "nas próximas horas", mas não o fez.

"Nas próximas horas vamos mostrar provas de acampamentos paramilitares que foram descobertos no Estado de Miranda para me assassinar", disse após advertir que não queria mais se referir ao assunto para "não aumentar o clima".

"Acho que sou o ser humano mais atacado na Venezuela. Acredito que sou o ser humano mais atacado do planeta Terra", destacou o presidente venezuelano. /EFE

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