REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Maduro alerta para risco de intervenção militar na Venezuela

Em entrevista transmitida para para 138 representações diplomáticas da Venezuela pelo mundo, presidente acusa EUA de enviarem avião espião para seu espaço aéreo

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

17 Maio 2016 | 16h20

RIO - Em entrevista à imprensa internacional em Caracas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um alerta à população de seu país quanto ao risco de uma intervenção militar orquestrada pelos Estados Unidos. Ele afirmou que setores da direita tramam um "golpe de estado contrarrevolucionário", com apoio dos EUA e da Europa. O líder bolivariano disse ainda que uma aeronave espiã mandada pelos EUA foi expulsa do espaço aéreo venezuelano na última sexta-feira, 13.

"O povo não está órfão, vamos batalhar. É o desespero de um monstro, um gigante, que acha que temos que nos render. Nunca me deixarei chantagear. Vamos fazer história novamente. A força revolucionária de Bolívar e Chávez não se entrega jamais. Acham que vão dominar a América Latina, como fizeram com o Brasil. Queremos paz", afirmou Maduro.

Ele mostrou manchetes críticas a seu governo em jornais dos EUA e da Espanha para corroborar sua tese, e voltou a desconsiderar a possibilidade de que seu mandato seja revogado mediante referendo. "O povo diz 'não' ao referendo anti-pátria." 

Maduro qualificou o momento de "uma agressão de caráter diplomático que rompe com os parâmetros que conhecemos nesses 17 anos da revolução bolivariana", e disse que se trata da ameaça "mais grave" da última década. 

"Essa campanha, essa situação de violência generalizada precede a busca de justificativas para uma intervenção geral no nosso país." O presidente venezuelano disse que protegerá o povo e as conquistas sociais que o beneficiam.

A entrevista começou às 13h22 e está sendo transmitida pela rede de TV Telesur para 138 representações diplomáticas da Venezuela pelo mundo. Maduro falou ininterruptamente por 1 hora e 6 minutos e depois começou a responder perguntas de jornalistas que estão em Caracas.

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