Felipe Corazza/Estadão
Felipe Corazza/Estadão

Maduro ameaça prender comerciantes que elevarem preços com base no dólar paralelo

Em pronunciamento na TV estatal, presidente venezuelano afirmou que 'é preciso manter uma batalha dura contra os especuladores' e garantiu que já autorizou seu ministro de Interior e Justiça, Néstor Reverol, a tomar as medidas necessárias

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 10h12

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na quinta-feira ter ordenado ao ministro do Interior e Justiça, Néstor Reverol, que prenda "todos que pretendam especular" e aumentar os preços dos produtos no país com base no dólar não oficial, que subiu de maneira exponencial nos últimos dias.

"Vamos iniciar essa etapa da Constituinte, e é preciso manter uma batalha dura contra os especuladores, que fixam preços através do Dolar Today'. Comprando produtos na Venezuela, produzindo na Venezuela, querem vencer no preço do dólar criminoso", disse o mandatário, em pronunciamento na televisão se referindo a um dos sites que mantém a cotação do dólar paralelo no país.

A moeda americana fechou a sexta-feira cotada em 10.389 bolívares por dólar no mercado paralelo. Com as incertezas em relação ao futuro do país depois da Constituinte, o valor disparou nesta semana e, nesta sexta-feira, 4, abriu o dia vendida a 17.980 bolívares por dólar, alta de 73%, de acordo com o site DolarToday.com.

Maduro garantiu que não permitirá a comercialização de itens pelo câmbio não oficial, classificando de "terroristas" os que apelam para este artifício. "Mão pesada, mão de ferro", ameaçou o presidente.

No pronunciamento, o presidente bolivariano revelou que uma rede de supermercados já está sendo investigada, depois de ele ter recebido a informação de aumento abusivo nos preços.

O governo venezuelano monopoliza o fluxo de moedas, com controle de câmbio, desde 2003. Hoje, o dólar seguiu batendo recorde, com relação ao bolívar, quatro dias depois da eleição de uma Assembleia Constituinte, rejeitada pela oposição e vários países. / EFE

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