Maduro anuncia aumento de 45% no salário de militares

Em meio a uma crise social, econômica e política que lhe tem feito perder apoio até mesmo entre o chavismo, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite da segunda-feira um aumento salarial de 45% para as Forças Armadas de seu país. A elevação nos ganhos dos militares já valerá a partir do próximo mês.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2014 | 02h01

"Aprovei (o aumento) porque é necessário manter o ingresso (de dinheiro) real de nossos soldados e soldadas da pátria - assim como atendo permanentemente o ingresso real de todos os trabalhadores de nossa pátria: bombeiros, médicos, policiais, professores, técnicos e profissionais", disse Maduro no Forte Tiuna, sede do comando militar que fica no oeste de Caracas, durante o ato em que deu posse ao novo ministro da Defesa, Vladimir Padrino.

Estima-se que a inflação anualizada na Venezuela ultrapasse os 60%. O presidente afirmou que os venezuelanos devem se esforçar para "cuidar de seu salário diante da guerra econômica (como Maduro qualifica a crise na economia venezuelana), para combater seus efeitos e neutralizá-la".

O presidente anunciou ainda a criação de uma comissão para "transformar" e operar uma "profunda depuração no sistema policial" venezuelano.

Crise diplomática. A Venezuela chamou ontem para consultas seu embaixador na Espanha. Na sexta-feira, Maduro anunciou uma revisão de "todas as relações" com Madri, dois dias depois de Lilian Tintori, mulher do opositor Leopoldo López, preso desde fevereiro, ter se encontrado com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Lilian disse que o líder europeu está "preocupado" com a situação de seu marido - acusado de incitar violência em protestos - e da democracia na Venezuela. / AFP

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