Palácio Miraflores / Reuters
Palácio Miraflores / Reuters

Maduro anuncia chegada de 300 toneladas de ajuda humanitária da Rússia

Chavista indica que alimentos doados por Estados Unidos e Colômbia - a pedido da Assembleia Nacional - estão vencidos e contaminados

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2019 | 06h26

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira, 18, que na quarta-feira chegarão ao país 300 toneladas de ajuda humanitária procedente da Rússia. O anúncio foi feito em um momento no qual a oposição pressiona pela entrada de doações de outros países em meio à escassez de alimentos e remédios.

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"Na quarta-feira chegam 300 toneladas de ajuda e assistência humanitária da Rússia legalmente. Chegam pelo Aeroporto de Maiquetía (que serve Caracas) e serão convertidas em remédios de alto custo", disse Maduro durante um conselho presidencial transmitido em rede obrigatória de rádio e televisão.

O presidente venezuelano indicou que esta "ajuda" foi paga pelo Executivo e acrescentou que seu governo está recebendo "assistência técnica" da ONU. Ele ainda afirmou que "é possível" que nos próximos dias haja um anúncio por parte de vários "países do mundo" para oferecer seu apoio, por meio da ONU, à Venezuela.

Além disso, o chavista reiterou que as doações feitas pelos Estados Unidos e pela Colômbia a pedido da Assembleia Nacional venezuelana, de maioria opositora, e que se encontram bloqueadas na fronteira são alimentos vencidos e contaminados.

"A ajuda humanitária é um show, é uma armadilha para caçar bobos, nos roubam US$ 30 bilhões e nos oferecem US$ 20 milhões em comida podre, contaminada, para tentar intervir na Venezuela", disse Maduro, que também pediu ao presidente colombiano, Iván Duque, e ao americano, Donald Trump, para deixarem de "loucura".

O anúncio de Maduro foi feito no dia em que seu ministro de Comunicação, Jorge Rodríguez, informou que levará alimentos e atendimento médico à cidade colombiana de Cúcuta em razão da pobreza sofrida por moradores.

Cúcuta é um dos centros de armazenamento da ajuda humanitária solicitada pela Assembleia venezuelana que Maduro se nega a aceitar por considerar que pode abrir passagem para uma invasão estrangeira. / EFE

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