Miraflores Palace/ via EFE
Miraflores Palace/ via EFE

Órgão eleitoral na Venezuela autoriza Assembleia Constituinte para julho

Distribuição de cadeiras deve privilegiar grupos que apoiam o governo; oposição diz que não reconhece bases para o processo

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2017 | 17h41
Atualizado 23 Maio 2017 | 21h45

CARACAS- A presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Tibisay Lucena, anunciou nesta terça-feira, 23, que a controversa Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro será realizada em julho. As eleições regionais serão adiadas para dezembro.  

Maduro  propôs nesta terça-feira que a Assembleia Constituinte conduza suas sessões dentro do Parlamento - único poder atualmente controlado pela oposição, que teve suas funções esvaziadas. O líder  bolivariano também detalhou como será a escolha dos deputados, que deve favorecer o chavismo. 

Dos 540 deputados constituintes, 364 serão escolhidos em votações por municípios e  outros 176 escolhidos por setores da sociedade, principalmente estudantes, camponeses, indígenas, aposentados e trabalhadores. Com isso, a formação da Assembleia deve favorecer o governo, que comanda a maioria dos municípios e entidades de classe. 

A eleição deve ser feita com o processo desenhado para que o voto chavista valha mais que o opositor", disse o analista Eugênio Martinez. "Pelo menos os 176 constituintes setoriais devem fechar com o governo." 

Maduro disse que a Constuinte será um mecanismo para pacificar o país. "Chega de ódio e de fascismo dos grupos armados que saqueiam e roubam", afirmou.

A oposição decidiu "desconhecer" as bases da convocação da Assembleia Constituinte. Após um debate do qual só participou a maioria opositora, a Assembleia Nacional (AN) aprovou um acordo segundo o qual desconhece as "bases comiciais para a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte apresentadas por Nicolás Maduro". /AFP, AP e EFE 

 

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