Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Maduro anuncia mais medidas para conter crise econômica

Líder bolivariano tenta barrar alta da inflação, combater lucros privados e ameaça colocar empresários na cadeia

O Estado de S. Paulo,

11 de novembro de 2013 | 23h16

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou, na noite de domingo, novas medidas de controle de preços e de lucros de empresários do varejo. O líder bolivariano prometeu fixar um limite para as margens de lucro das empresas assim que a Assembleia Nacional aprovar a Lei Habilitante que pediu no mês passado. Maduro também disse que novas inspeções serão feitas por fiscais em setores do comércio, como alimentos, têxteis, calçados, eletrodomésticos e veículos.

"Não podemos apenas fechar as lojas. Os donos têm de ir para cadeia", disse Maduro, em discurso na TV, ao acusar os empresários de praticar preços abusivos. "Não podemos permitir que nossa moeda seja usada para roubar o povo na venda desses bens."

No fim de semana, filas extensas se formaram em lojas de produtos eletrônicos e eletrodomésticos após Maduro ordenar a redução no preço de TVs, geladeiras, máquinas de lavar e mandar o Exército ocupar algumas das principais lojas de departamento. Houve saques e cinco gerentes de lojas de eletrodomésticos foram presos.

Maduro pode conseguir hoje uma vitória decisiva para obter a maioria necessária para aprovar a Lei Habilitante, que lhe permitirá governar por decreto sobre temas econômicos. A Assembleia Nacional deve votar a perda de mandato da deputada dissidente María Mercedes Aranguren. Eleita pelo PSUV, ela tem uma suplente fiel ao governo, que daria o voto que falta para a maioria qualificada de três quintos.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 54%. Apenas em outubro, o índice subiu 5,1%. Além de congelar os preços, Maduro também tem tentado contornar a crise econômica, provocada pela escassez de dólares e bens de consumo, com ofertas diretas da moeda americana a importadores e com a compra de alimentos de países como Uruguai, Argentina e Colômbia. / AFP e AP

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