Jorge Silva/Reuters
Jorge Silva/Reuters

Maduro anuncia ‘ofensiva’ para salvar economia

Ação ‘especial’ tem como objetivo ampliar a produção, melhorar abastecimento de alimentos, estimular o crescimento e combater preços abusivos

O Estado de S. Paulo,

15 de abril de 2014 | 23h32

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira, 15, que colocará em prática na terça-feira uma "ofensiva econômica especial" para aumentar produção e o crescimento, garantir o abastecimento pleno e estimular a adoção de preços justos. Maduro disse também que sua permanência na presidência é a maior garantia de estabilidade para o país.

Em pronunciamento durante reunião do Conselho de Ministros transmitido pela TV estatal, Maduro afirmou que oligarquia da Venezuela "não é páreo" para o governo. "Nem com barricadas, nem com violência, nem com eleições", provocou.

Sobre o "Plano para o Abastecimento Pleno" (PAP), Maduro disse que a medida está sendo preparada por sua equipe econômica e tem características diferentes das ações implementadas em novembro - na ocasião, Maduro congelou o valor dos aluguéis comerciais, ordenou a prisão de comerciantes que remarcassem ou cobrassem preços injustos e criou um órgão estatal para conter a valorização do dólar.

O presidente disse também que o combate ao que o governo chama de guerra econômica será a ação mais importante de seu governo neste ano. "Nosso povo tem força suficiente para enfrentá-la. Tanto a questão do desabastecimento quanto da especulação", afirmou. "É uma batalha fundamental. Não há batalha na revolução que se ganhe sem o povo."

No dia em que completou um ano de eleição, pesquisas revelaram que a popularidade do líder chavista está em cerca de 40%.

Reservas

A estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) anunciou também nesta terça ter descoberto reservas equivalentes a 185 milhões de barris de petróleo e 1,1 bilhão de metros cúbicos de gás. "A exploração continuará para incorporar volumes importantes de reservas", anunciou a empresa. O anúncio foi feito 24 horas depois de a Gaceta Oficial informar que em 2013 as reservas de petróleo cresceram em mais de 600 milhões de barris. / AP e AFP

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