EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

Maduro anuncia prisão de militares ‘traidores’

Presidente diz que se tratou de uma conspiração financiada desde a Colômbia e promovida pelos EUA para obter a suspensão das eleições

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 23h21

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira a detenção de um grupo de militares venezuelanos, sem esclarecer quantos, por supostamente conspirar contra as eleições de domingo, nas quais ele obteve um novo mandato.

“Estão indiciados todos os que se venderam a traidores que, desde a Colômbia, lhes pagaram em dólares para que traíssem a honra, a moral e a lealdade de nossas Forças Armadas”, declarou Maduro durante uma cerimônia militar. 

Segundo ele, “trata-se de uma conspiração financiada e comandada desde a Colômbia e alentada e promovida pelo governo dos EUA para dividir as Forças Armadas e, com uma ação publicitária e militar, tentar obter a suspensão das eleições de 20 de maio”.

Maduro não revelou a patente dos acusados nem quando foram detidos, limitando-se a destacar que a operação ocorreu “nas últimas semanas”.

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“Estamos atrás do principal financiador que está fugindo do território venezuelano e mais cedo ou mais tarde capturaremos”, advertiu o presidente durante a cerimônia, que teve como objetivo ratificar a “lealdade absoluta” às Forças Armadas.

Ainda nesta quinta-feira, a ONG de defesa dos direitos humanos Foro Penal confirmou a detenção de um major da Aeronáutica, que se soma à de 11 oficiais acusados de planejar ações “desestabilizadoras” contra Maduro.

Os 11 oficiais foram acusados de “motim, instigação ao motim, delitos contra o decoro militar e traição à pátria”, disse à agência France Presse a advogada María Torres, do Foro Penal.

“Exijo máxima lealdade à Força Armada Nacional Bolivariana, máxima lealdade à Constituição, máxima lealdade ao comandante-chefe das Forças Armadas”, declarou Maduro.

Maduro disse nesta quinta-feira que responsabilizá-lo pelo colapso econômico da Venezuela é uma “simplificação estúpida”, mas prometeu aumentar a produção de petróleo. Ele prometeu ainda uma “reconciliação nacional” e libertar pessoas detidas por atos de “violência política” que não tenham cometido “crimes graves ou homicídios”. / AFP, AP e EFE

 

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