AP Photo/Ariana Cubillos, File
AP Photo/Ariana Cubillos, File

Maduro anuncia prisão de supostos chefes da 'insurgência armada' na Venezuela

Segundo o presidente, foram apreendidas armas, bombas e fuzis com as quatro pessoas em Caracas

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2017 | 18h57

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou nesta quinta-feira que foram capturados quatro supostos chefes de grupos armados do leste de Caracas que, segundo afirmou, dirigem uma "insurgência armada" nas fileiras da oposição contra o Estado e a sociedade venezuelana.

"Foram capturados quatro importantes chefes dos bandos armados daqui do leste do Caracas e, além disso, neste momento estão sendo realizados os respectivos procedimentos e foram apreendidas armas, bombas, fuzis", indicou o presidente por meio de um contato telefônico durante um ato do governante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

No telefonema transmitido pela emissora estatal "VTV", Maduro assegurou que as autoridades venezuelanas estão "desmembrando" importantes grupos que encabeçam esta insurgência.

O presidente venezuelano já tinha denunciado na quarta-feira que nas fileiras da oposição política há uma "insurgência armada" e "antipopular" contra seu governo.

A isso acrescentou nesta quinta-feira que a oposição tenta deter o processo constituinte que ele decidiu iniciar e responsabilizou o presidente da Assembleia Nacional, o opositor Julio Borges, por suscitar a violência e depois viajar para os Estados Unidos.

"Para lá se foi Julio Borges, apelou à violência e se foi para Washington, lá, com o lixo Luis Almagro (secretário-geral da Organização de Estados Americanos), pedindo sanções contra a Venezuela. Como se chama isso? Traição à pátria", criticou Maduro.

O chefe de Estado venezuelano pediu na segunda-feira ao poder "constituinte originário"  que  convoque uma Assembleia Nacional Constituinte, ao apontar que não há outra alternativa para atingir a paz no país e para vencer o "golpe de Estado" contra seu governo.

A oposição venezuelana, que já completou um mês de protestos na rua contra Maduro, rejeitou também esta convocação a um processo constituinte que se encarregaria de modificar a Carta Magna. / EFE

 

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