REUTERS/Miraflores Palace
REUTERS/Miraflores Palace

Maduro aposta bigode para cumprir meta de entrega de um milhão de casas populares

Em programa na TV estatal, presidente venezuelano pediu aos trabalhadores da construção civil que se esforcem para que 'o povo tenha moradia' e ele não perca seu emblemático bigode

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2015 | 09h35

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apostou seu bigode na noite de terça-feira, 3, para cumprir sua meta de terminar 2015 com a entrega de um milhão de casas populares, que faz parte do programa estatal que prevê acabar até 2019 com déficit habitacional de mais de 3 milhões de casas no país.

"Faço uma aposta: se no dia 31 de dezembro não tivermos entregado um milhão de casas, eu raspo meu bigode", disse em seu programa semanal "Em Contato com Maduro", que é transmitido todas as terças-feiras pelas emissoras de rádio e televisão estatais do país.

Em seu programa de rádio e TV, Maduro prometeu raspar bigode se não entregar 1 milhão de casas populares até o fim do ano

 

Após consultar sua esposa, Cilia Flores, que estava presente no programa, se ela concordava com sua aposta e receber dela como resposta que amanhecerá no dia 1º de janeiro com seu característico bigode, o chefe de Estado pediu em tom jocoso aos operários da construção que o ajudassem a ganhar a aposta.

"Digo a meus irmãos trabalhadores, operários e operárias, aos engenheiros: trabalhem para que eu não tenha que raspar o bigode. Não, mentira. É uma piada. Trabalhem porque é preciso que o nosso povo tenha moradia", afirmou o presidente venezuelano.

Até 14 de outubro, o governo entregou 742.501 casas, segundo detalhou naquele mesmo dia o ministro da Habitação, Manuel Quevedo. 

O funcionário indicou que o programa estatal de habitação, que foi iniciado em 2011 pelo então presidente Hugo Chávez, contava há duas semanas com 1,028 milhões de casas em plena construção, das quais se programou que cerca de 260 mil deveriam ser concluídas no curto prazo.

O programa foi iniciado após as fortes chuvas que afetaram milhares de pessoas, principalmente em bairros populares de Caracas e de outras cidades, no início de 2011.

As casas, algumas construídas com ajuda dos governos de Rússia, Irã, Uruguai e China, são subsidiadas em 80% pelo governo, já que são destinadas "para famílias com renda equivalente a um salário mínimo", segundo declarou em 2012 o então ministro da Habitação, Ricardo Molina.

O Órgão Superior de Habitação, criado dentro do plano governamental, registrou 3,71 milhões de chefes de família carentes de lar ou com imóveis que necessitavam de reparos em 2011. Isso inclui quase 11 milhões de pessoas, segundo o próprio órgão estatal, o que representa aproximadamente um terço da população venezuelana. / EFE

Tudo o que sabemos sobre:
VenezuelaNicolás Maduro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.