EFE/PRENSA MIRAFLORES
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Maduro aumenta pela terceira vez em 2017 o salário mínimo na Venezuela

Aumento de 50% eleva valor para 97.531 bolívares, cerca de US$ 37 na taxa oficial mais alta e US$ 12 segundo a cotação no mercado negro

O Estado de S.Paulo

03 Julho 2017 | 10h14

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou no domingo 2 um aumento de 50% no salário mínimo, que agora será de 97.531 bolívares - cerca de US$ 37 na taxa oficial mais alta e US$ 12 segundo a cotação no mercado negro -, o terceiro aumento realizado neste ano.

Em um ato com estudantes em Caracas, o presidente também aumentou um vale alimentação que complementa o salário, que agora será de 153 mil bolívares, cerca de US$ 58 na taxa oficial mais alta e US$ 19 no mercado paralelo. Assim, a chamada "renda mínima integral" sobe para 250.531 bolívares.

Este é o terceiro aumento do salário mínimo feito em 2017. No dia 8 de janeiro, Maduro subiu 50%, e em 30 de abril, 60%, o que coloca em evidência a alta inflação no país, que este ano pode chegar a 720%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Ando trimestralmente atento ao salário dos trabalhadores, (...) acompanhando a campanha imoral que fixa preços por meio do preço de um dólar falso no exterior. Vamos derrotá-lo", expressou Maduro em referência ao site dolartoday.com, que publica uma estimativa do preço da moeda americana no mercado negro.  

Muitos comerciantes usam o valor do dólar paralelo para definir os preços de seus produtos. Um quilo de arroz custa cerca de 11 mil bolívares, um litro de óleo está 20 mil bolívares, e um tubo de pasta de dentes cerca de 1,5 mil bolívares. Nesses três produtos se gasta um quarto do salário mínimo.

O economista Asdrúbal Oliveros informou que o novo aumento irá acelerar a inflação, diminuir o poder aquisitivo e causar desemprego. "Um sintoma de que esta economia está muito mal é a maior frequência com que se aumenta o salário mínimo", disse ele no Twitter.

Maduro assegurou que com a sua proposta de Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna, a economia melhorará. "Necessitamos uma Constituinte para melhorar a economia, (...) regular os preços contra a especulação", acrescentou.

O anúncio coincide com a onda de protestos de opositores que exigem a saída do líder chavista do poder desde o dia 1.º de abril. As manifestações, que também rejeitam a Constituinte, já deixaram mais de 80 mortos. / AFP

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