EFE/MIRAFLORES
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Maduro aumenta salário mínimo em 50% na Venezuela

Com a decisão, benefício sobe para 40.638 bolívares - 60 dólares, na taxa oficial mais alta, e 12 dólares na cotação do mercado paralelo; é o quinto aumento decretado pelo presidente em um ano

O Estado de S. Paulo

09 Janeiro 2017 | 10h20

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite de domingo, 8, um aumento de 50% no salário mínimo, elevando-o de 27.092 a 40.638 bolívares (60 dólares, na taxa oficial mais alta, e 12 dólares na cotação do mercado negro).

"Para começar o ano, decidi pelo aumento. Seria, se levarmos em conta o aumento que dei em janeiro de 2016, o quinto em um ano", disse Maduro, na primeira transmissão de 2017 de seu programa semanal no canal estatal VTV.

Maduro detalhou que estes 40.638 bolívares também serão recebidos por todos os aposentados do país, mais de três milhões de pessoas segundo dados do governo, e que o aumento de 50% será aplicado em toda a escala salarial dos funcionários públicos.

Também antecipou que "nos próximos dias" subirá o valor da unidade tributária e, em consequência, aumentará o montante do benefício de alimentação mensal que está atualmente em 63.720 bolívares (93 dólares, na taxa oficial).

A partir deste mês de janeiro, quando se tornará efetivo o aumento decretado por Maduro, milhões de empregados do setor público e privado na Venezuela terão direito a uma renda integral de 104.358 bolívares por mês, equivalentes a cerca de US$ 154 (R$ 495).

Os aumentos sucessivos decretados pelo presidente socialista, no entanto, foram devorados pela inflação, estimada em 475% em 2016 , e pela perda de valor do bolívar frente ao dólar. Além do alto custo de vida, os venezuelanos sofrem com a escassez de alimentos e remédios.

Para combater o desabastecimento, Maduro anunciou um plano para criar "um sistema de lojas" que venderão produtos básicos a preços subsidiados, que será controlado pelos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (Clap), organizações municipais que distribuem comida em áreas populares. Segundo o presidente, as lojas estarão localizadas nas 45 cidades mais povoadas do país petroleiro. / AFP e EFE

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