EFE
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Maduro chama ex-presidentes latinos de 'fósseis da direita'

Presidente afirmou que ex-líderes de Chile, Colômbia e México tentavam impedir sua participação na cúpula da Celac

O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 11h43


CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na terça-feira 27 que os ex-presidentes que estiveram no país para um encontro sobre direitos humanos e democracias tinham a intenção de "perturbar" e impedir que ele comparecesse à Cúpula de Estados latino-americanos e do Caribe (Celac).

Andrés Pastrana (Colômbia), Sebastián  Piñera (Chile) e Felipe Calderón (México) são três fósseis da direita e do fascismo, vieram para nos provocar, nos derrubar, mas fomos formados pelo maestro dos maestros, o maestro da política mundial, Hugo Chávez", afirmou Maduro, segundo o jornal El Universal.

O líder venezuelano acusou os ex-presidentes de tentarem criar conflitos entre Caracas e os outros governos da região e lamentou que "o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e sua chancelaria tenham caído na provocação".

"Qual a intenção de Santos? Que nós deixemos fósseis políticos como Andrés Pastrana serem desrespeitosos e os venezuelanos ficarem quietos? A Colômbia gostaria que venezuelanos fossem apoiar um movimento que pretende derrubar seu governo?", disse Maduro durante um ato de graduação de soldados da Força Armada Nacional Bolivariana.

Pastrana, Piñera e Calderón foram até a Venezuela no fim de semana para participarem de um simpósio pró-democracia organizado por opositores do governo Maduro. Eles tentaram visitar o líder opositor Leopoldo López, mas foram impedidos por autoridades venezuelanas.

López está preso há quase um ano em uma prisão militar por liderar protestos contra o governo. Ele é acusado de incitar a violência durante os protestos e ser o autor material de danos e incêndios no início das manifestações.

Maduro confirmou que estaria presente na cúpula da Celac nesta quarta-feira, 28. "Faça chuva, relâmpagos ou trovões, estarei na cúpula para levar a voz do nosso povo e seguir trabalhando pela união". O presidente disse que levará propostas de redução da pobreza nos países do terceiro mundo.

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