EFE/PRENSA MIRAFLORES
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Maduro chama líder opositor venezuelano Henrique Capriles de assassino

Presidente venezuelano afirmou que o governador de Miranda era o responsável pela morte de um policial durante troca de tiros com manifestantes na quarta-feira por ter 'convocado invasão ao Palácio de Miraflores'

O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2016 | 10h04

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chamou, na quinta-feira, 27, de "assassino" o líder opositor Henrique Capriles, ao culpá-lo pela morte de um policial e acusá-lo de planejar uma "invasão" ao palácio presidencial.

"Assassino, assim te chamo em frente ao país", exclamou Maduro referindo-se a Capriles, a quem vinculou a morte a tiros na quarta-feira de um policial em uma estrada nos arredores de Caracas. "Quem criou esta violência? O chamado do governador de Miranda, Capriles. Ele é o responsável desta morte, porque ele convocou a invadir o Palácio de Miraflores", defendeu Maduro.

A oposição venezuelana realizou na quarta-feira grandes manifestações em todo o país, em rejeição à suspensão de um processo de referendo revogatório contra Maduro, e anunciou uma nova marcha no próximo dia 3 de novembro até o palácio de Miraflores para exigir a ativação desta consulta. Para esta sexta-feira, convocou uma greve geral de 12 horas.

O governante assegurou que tem aversão a uma "gente que lamentavelmente tomou o caminho do ódio, da intolerância", e embora a considere "uma minoria" disse que "com o desejo de sangue e violência que têm podem fazer muito dano".

"Entraram em uma fase de desespero sem precedentes. Temos que defender o direito à paz", acrescentou Maduro, ao reiterar que participará no domingo, na Ilha Margarita, de uma reunião apoiada pela Unasul e pelo Vaticano para explorar um diálogo com a oposição.

"No próximo domingo, chova ou relampeje, vou participar da mesa de diálogo. A via da Venezuela é o diálogo", destacou o presidente. Contudo, a oposição, reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD), descartou sua participação nesta cúpula, que pediu que fosse realizada em Caracas. / AFP

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