Maduro comunica a Dilma decisão sobre posse

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, telefonou no início da noite desta quarta-feira para a presidente Dilma Rousseff para informar que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do país considerou legal o adiamento da posse do presidente venezuelano Hugo Chávez, que se encontra internado em Cuba, em tratamento contra um câncer, e que, mesmo não havendo posse, o novo mandato se inicia hoje.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

09 de janeiro de 2013 | 23h29

O telefonema foi uma forma velada de o governo venezuelano, atualmente liderado pelo próprio vice-presidente Maduro, pedir apoio ao Brasil à manobra executada pelos chavistas para garantir a continuidade da administração Chávez.

Como a decisão da Corte foi que o atual governo pode continuar comandando o país após o dia 10, por até seis meses, ou seja, que o próprio Nicolás Maduro, permanecerá à frente da administração da Venezuela, ao telefonar para Dilma e comunicar a decisão judicial, o venezuelano entende que o governo brasileiro endossa a "saída jurídica" encontrada. Mas, detalhes como este, de quem fica no comando do país a partir da quinta-feira ou no que foi baseada a decisão, não foram tratados abertamente no telefonema.

O entendimento de autoridades brasileiras, no entanto, é de que Maduro fique mesmo à frente do comando da Venezuela e que poderia ficar por 180 dias, conforme já havia sinalizado o assessor internacional de Dilma, Marco Aurélio Garcia, em entrevista, na terça-feira.

O próprio Garcia acompanhou o telefonema de Maduro para Dilma, pouco depois das 19h.

Garcia foi o emissário de Dilma a Cuba, na virada do ano, para saber do real estado de saúde de Chávez. Na conversa, Dilma perguntou a Maduro sobre o presidente venezuelano, e ouviu que o quadro dele é "estável". Dilma agradeceu a "cortesia" de Maduro em lhe informar sobre a decisão do tribunal e pediu ao vice venezuelano, que transmitisse votos de melhoras para Chávez e sua família. (AE)

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