Aizar Raldes / AFP
Aizar Raldes / AFP

Maduro fala em golpe de Estado contra Evo na Bolívia

Líder chavista alerta a adversários que ‘não se equivoquem’ e ‘não façam cálculos falsos’; PSUV convoca marcha de apoio ao ex-presidente boliviano

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 09h56

CARACAS - "Não se equivoquem", alertou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a seus adversários ao condenar o que denunciou como um "golpe de Estado" na Bolívia, depois que Evo Morales renunciou no domingo, 10, após três semanas de protestos contra sua questionada reeleição.

"Eu digo à direita fascista venezuelana: vocês nos conhecem, não se enganem, não façam cálculos falsos conosco", disse Maduro por telefone durante uma entrevista coletiva do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em apoio a Evo, um dos maiores aliados do presidente venezuelano. 

"É um golpe de Estado, sem meias medidas (...). Golpe de Estado na Bolívia! Golpe contra Evo Morales com a OEA cravando uma punhalada", afirmou Maduro. 

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Uma missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) verificou "irregularidades" nas votações de 20 de outubro na Bolívia, nas quais o líder indígena foi proclamado vencedor no primeiro turno, desencadeando grandes protestos.

Marcha de apoio a Evo

Antes da declaração de Maduro, o PSUV convocou uma marcha para apoiar o líder boliviano no dia 16 em Caracas, além de outras atividades. 

"O povo chavista começa, a partir deste momento, um grande dia de mobilização", disse Diosdado Cabello, número dois do chavismo e chefe da Assembleia Constituinte oficial que governa na Venezuela, em nome do partido. 

O líder da oposição, Juan Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela por cerca de 50 países, já havia convocado protestos para o sábado. Ele e a oposição acusam Maduro de ter sido reeleito de forma fraudulenta em 2018.

Em um comunicado divulgado pelo chanceler Jorge Arreaza, o governo da Venezuela repudiou "categoricamente um grotesco golpe de Estado", e exigiu "respeito à integridade física e à vida" dos "servidores públicos que estão sendo assediados, incluindo o presidente Evo Morales". / AFP

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