Miraflores Palace/Handout via REUTERS
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Maduro condiciona diálogo com a oposição à posição de Guaidó sobre Essequibo

Maduro suspendeu no último dia 7 de agosto as negociações com a oposição que eram realizadas em Barbados, sob mediação da Noruega

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2019 | 03h52

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira, 6, que não retomará o diálogo político com a oposição até que o líder do parlamento, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino do país por mais de 50 governos, diga claramente que não tem a intenção de entregar a região do Essequibo à Guiana.

"Até que o deputado Guaidó retifique sua pretensão de entregar o Essequibo, claramente seguiremos fora da mesa de diálogo. Ou retifica ou não verá nossa cara mais, simples assim", disse Maduro durante uma reunião do governo que foi transmitida pela emissora estatal VTV.

Maduro suspendeu no último dia 7 de agosto as negociações com a oposição que eram realizadas em Barbados, sob mediação da Noruega. Na ocasião, o líder chavista disse que abandonava o diálogo porque Guaidó apoiava as sanções dos Estados Unidos contra funcionários do governo e empresas venezuelanas.

Desta vez, o presidente da Venezuela acusa Guaidó de querer entregar à Guiana a região do Essequibo, uma disputa que está sob mediação da ONU desde a assinatura do Acordo de Genebra em 1966.

A acusação se baseia em um inquérito aberto hoje pelo procurador-geral da Venezuela, Tareq Saad, a pedido do próprio Maduro. Guaidó e dois de seus assessores, Vanessa Neumann e Manuel Avendaño, estão sendo investigados por querer desistir da reivindicação sobre a soberania do Essequibo em troca do apoio do Reino Unido para derrubar o chavismo do poder.

Avendaño foi recebido como hóspede na embaixada do Chile em Caracas. Já Neumann está fora do país. Guaidó negou as acusações e disse que a denúncia é mais uma invenção do regime chavista para distrair a população. EFE

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